Prazer, Mel !

27 jul

Essa é a Mel , minha companheirinha ! Ela completou 2 anos em maio , é grudada em mim e praticamente toda foto que eu tiro dela tem um brinquedinho perto . Ela vai aparecer por aqui mais vezes, então achei melhor apresentá-la !

Comprei a Mel com 2 meses de idade , de um “criador” que até me alertou o fato de ser um cachorrinho muito delicado e me deu um  livrinho da pedigree sobre “como cuidar de seu filhote” . E só. Não perguntou sobre meu modo de vida, se eu já tinha animais , enfim , coisas que eu faço hoje, quando vou doar algum animal. Os cães estavam no fundo da casa dele. Tinha 2 yorks bebes, 2 maltês bebês, 2 pitbulls filhotes, chiuauas e não me lembro mais. Nenhum pai ou mãe estavam presentes. Não recebi pedigree –  “perdi o prazo de registro, não deu tempo de fazer” , disse o “criador” .

A Mel tinha recebido a primeira dose de vacina no criador , mas meu veterinário disse que isso deveria ser desconsiderado, a julgar a qualidade da vacina oferecida ( provavelmente a mais barata). Quando a levei  para tomar a primeira dose “oficial” da vacina , ela já estava doente. Tinha febre e tivemos que esperar ela melhorar para ser vacinada.

Melhorou por um tempo e logo piorou de novo , e tivemos que fazer muitos exames para saber o que ela tinha. Descobrimos uma cardiopatia  , problemas respiratóriosinfecção  nos ouvidos. Era tanta coisa que eu nem me lembro . Mas me lembro de como ficamos com medo de que ela não fosse aguentar . Ela mal conseguia respirar e fazíamos inalação nela todos os dias . Sofríamos por  tanta coisa ruim que um bebe como ela já tinha que suportar.

Depois de 4 meses ela melhorou e pôde finalmente tomar as vacinas . Ela saiu de casa pela primeira vez aos 6 meses de idade  – o que determinou o comportamento medroso dela para o resto da vida-  e depois disso passou a viver normalmente ( tomando remédio para o coração todos os dias ).

Eu não me arrependo por nenhum minuto ter trazido ela para a minha vida – mesmo porque tive tantas lições , mudei tanto ( depois disso adotamos mais 4 animais de rua e arrumamos lar para vários outros) e sei que o que passamos não foi por acaso.  Mas não é todo mundo que tem essa disposição, e por isso é importante saber onde buscar o seu yorkie.

Eu procurei o criador quando soube de todos os problemas da Mel, para avisá-lo . Sabia que ela tinha um irmãozinho e fiquei preocupada que ele pudesse ter os mesmos problemas. O criador não soube me dizer onde o irmãozinho estava “vendi para um pet shop” , me disse. Os pais ( que eu só tinha conhecido por foto) ele me garantiu que só tinham gerado filhotes saudáveis , e a Mel era excessão. O fato de ela nascer com uma doença  não foi suficiente para convencê-lo a analisar essa história mais a fundo. E terminou me dizendo que   não teria como criar filhotes maiores porque as pessoas não compram.”Estou com um yorkie de 3kg aqui que ninguém quer” ,  me disse na época. O padrão oficial da raça é entre 2 e 3 kg, a Mel hoje pesa 1,6kg.

Claramente , ele não estava nem aí.

E se tem algo que eu me arrependo, é de ter dado dinheiro na mão de gente que não está nem aí.

E é por isso que estou aqui contando essa história , para que mais pessoas saibam como escolher um bom criador, um bom filhote e passem a incentivar aqueles que estão criando antes de tudo, por amor .Criadores “nem aí” sempre vão existir , mas se eles vão ganhar dinheiro ou não, só depende da gente saber escolher.

E você, de onde veio seu yorkie?

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22 Respostas to “Prazer, Mel !”

  1. Renata 27/07/2010 às 9:42 am #

    Não vou questionar a sua compra da Mel. Como você mesma disse teve uma finalidade e você partiu pra adoções, etc.
    Mas não gostei, mesmo, da conclusão e do rumo que o artigo tomou. Criadores não deveriam existir pq cães não são mercadorias, só isso. Não me interessa se eles são
    “bonzinhos” ou um lixo (embora, sinta dizer, mas a maioria é um lixo mesmo. Conheço histórias dos bastidores das vendas de filhotes, inclusive por pet shops renomados, que são de arrepiar os cabelos).
    Raças são selecionadas por interesse unicamente humano e não é incomum encontrarmos raças que, dentro do padrão, simplesmente têm pré disposição pra doenças congênitas. Pra quem continuamos criando essas raças senão por vaidade?
    Fora que, diante do quadro de abandono, comprar animais e manter a reprodução e venda deles é simplesmente absurdo.
    Então, existem dois lugares pra procurar uma animal: a rua ou um abrigo. E existe um único motivo válido pra adotar um animal: compaixão.
    O resto é frescura.

    • Bianca 27/07/2010 às 11:16 am #

      Oi Renata ! Sabe , eu concordo com você. Como eu disse, eu aprendi muita coisa nesse tempo todo. Eu também acho que é muito melhor adotar do que comprar, tanto que sempre que alguém quer um cachorro, eu peço para considerar antes a adoção. Não falei nesse post específico porque estava focada no caso da Mel. Eu quase não conheço bons criadores, mas eles existem , e a Camilli ali em cima é um bom exemplo . Passa no blog dela , tem um texto lá bem interessante sobre “O papel dos criadores no controle da superpopulação de cães abandonados” http://migre.me/10gVR
      Não é todo mundo que está aberto para adotar um animal. Essas pessoas vão comprar , independente do que a gente ache. Se essas pessoas souberem escolher por alguém que cria por amor , dentro de uma matilha , preservando o que o animal tem de melhor , eu acho que já é um avanço. Já no meu mundo ideal, nem seria necessário adotar , pois não haveriam animais sem lar.

      • Renata 27/07/2010 às 2:55 pm #

        Oi Bianca, voltei aqui. 🙂 Vou ser meio dura nas palavras, ok?

        Li o texto que vc indicou. E parei nesse trecho:
        “Ah, mas, alguém poderia dizer, como é que alguém pode ser considerado responsável quando traz mais cães a esse mundo onde já existem tantos cães em abrigos?”

        Pois pra mim a resposta é exatamente essa. Não é responsável mesmo, é pensar no próprio umbigo e se limitar a analisar a questão animal pelo critério de proximidade. “O meu animal” e os decendentes eu garato… E o animal do abrigo passando um perrengue louco pq eles continuam incentivando cães de raça, incentivando desejo de pessoas por mercadorias? Acompanhar a vida dos cães vendidos é o mínimo que alguém que deixa cães se reproduzirem. O que não faz disso algo certo.

        E, outra, li lá um comentário sobre chorar pq castrou o cão… Pq o vira lata tem que ser castrado e o de raça não? Tem que começar castrando os animais de criadores mesmo.

        E, mais: “Essas pessoas vão comprar , independente do que a gente ache”. Se eu não acreditasse em mudanças eu não tinha começado comigo mesma. De qualquer forma, isso não quer dizer que eu tenha que apoiar compra e venda e muito menos indicar uma forma de escolher criador (e foi isso que me incomodou MUITO no seu texto). Pq, como eu disse, que razão ética e objetiva válida existe pra elas comprarem? Teimosia? Frescura? Desejo? Cachorro não é mercadoria, não tem que ser tratado como tal e não concordo mesmo.

        Incentivo adoção. E só adoção. E respeito os animais pelo que eles são de fato e não pela fachada de uma raça.

        E acho criadores um atraso na vida dos cães e um atraso fenomenal na resolução do problema.

      • Bianca 27/07/2010 às 5:31 pm #

        Renata !
        O blog sobre os yorks não foi criado para incentivar a compra , foi para discutir questões acerca da raça , que é das mais populares no Brasil. Seja para a pessoa saber cuidar melhor do seu cão, seja para pensar se realmente deve ter um york , o que não podemos é ignorar o que está a nossa volta porque achamos que está tudo errado.

        Como eu disse antes , eu entendo perfeitamente o seu ponto de vista e ele faz sentido para mim. Quando eu falei ” as pessoas vão continuar comprando, independente do que a gente ache” eu não quis usar como desculpa para não fazer nada. Pelo contrário, estou sempre procurando formas de fazer algo a mais. Mas eu tento inserir isso na realidade em que vivo , e na das pessoas que me procuram. Eu acho que temos ponto de vistas diferentes , mas buscamos a mesma coisa …

  2. Camilli Chamone 27/07/2010 às 9:55 am #

    Nossa, que triste. Isso não é um “criador de cães”, Bianca. Isso é um “criador de fundo de quintal” bem ordinário, no pior sentido que a palavra ordinário pode ter.

    Por sorte da Mel, ela foi para a sua casa.

    Mas, definitivamente, as outras pessoas DEVEM ser educadas para fazerem melhores escolhas, porque esse tipo de gente só existe porque existe quem alimenta este comércio.

    Beijocas!

    • Bianca 27/07/2010 às 11:06 am #

      Camilli, ao escrever esse texto eu percebi a quantidade de sinais gritantes que me diziam: FUJA dessa pessoa ! Mas na época eu achei que era assim mesmo. Eu sabia que não deveria comprar de pet shop , mas não soube reconhecer um criador. Por isso que eu falo para todo mundo essa experiência. Bjos !!

  3. izolina ribeiro 27/07/2010 às 10:29 am #

    Há muitos anos na época em que eu frequentava uma praia no litoral norte de sp, conheci uma criadora de york. Um dia fui conversar com ela e perguntei porque os yorks estavam ficando tão pequenos. E ela me disse exatamente isso que este lhe falou. E o que mais me chocou é que a miniaturização fazia com que eles ficassem frágeis. Em alguns casos ficam cegos aos 5 ou 6 anos. Na época eu nem mem ligava muito nesses assuntos, já era maluca por bicho e cuidava de vários lá na praia. O tempo passou e acabei entrando para a proteção. Hj sou defensora da lei 14483 que existe há mais de 2 anos aqui em SP e que após muita luta vem ganhando terreno e fazendo com que os petshops se responsabilizem pelos cães e gatos que vendem. Quanto aos vendedores ilegais já tivemos algumas vitórias com a desativação de algumas feiras, mas a que fica em frente da Cobasi Villalobos ainda persiste.
    A lei 14483 visa regulamentar a criação, a venda e a adoção de cães e gatos. Os filhotes devem ser vendidos castrados, com a 1a dose de vacina, vermifugados e microchipados, e a lei surgiu exatamente por conta desse tipo de relato que vc fez aqui no seu blog. Quando alguém compra um filhote e descobre que ele tem algum problema de má formação, pele, doença degenerativa nem sempre terá grana ou disposição para tratá-lo e muitos são abandonados ou “doados” para a “secretaria” da casa e vai parar na favela ao Deus dará.

    • Bianca 27/07/2010 às 11:04 am #

      Oi Izolina !
      Eu concordo que precisamos de leis para regulamentar esta situação. Na minha opinião , nenhum pet shop deveria vender animais , e a autorização para criadores deveria ser concedida a pouquíssimos que atendessem a dezenas de pré-requisitos , dentre eles vender apenas animais castrados e com microchip.
      Pensar em termos de lei no Brasil dá uma tristeza , porque a gente sabe como as coisas funcionam… por isso que acredito que quanto mais pessoas conscientes , melhor . Assim acertamos mais nas nossas escolhas…

  4. Ana Corina 27/07/2010 às 12:32 pm #

    Bibi querida,

    É um assunto espinhoso mesmo e tenho a mesma experiência que você teve, mas sem ter os filhos tão pequenos e doentes. Meus cães sempre haviam sido retirados das ruas, então nem sabia de gente doando animais, de castração e só sabia que existia venda de animais porque era óbvio que os cães de raça vinham de algum lugar.
    Comprei o Sushi e o Shoyo em 2003, sete anos atrás apenas! E veja como eu era ignorante nestas questões e quanta coisa mudou, hehe.

    Foi só porque comprei os dois que aprendi sobre o cruel comércio de vidas, sobre os comerciantes de animais, sobre os atravessadores que são feiras e petshops etc.

    Não comprei yorkshire porque achava bonito, comprei porque morava em apartamento e queria um cão que tivesse tamanho pequeno de certeza e que não precisasse de muita atividade física de certeza. DE NOVO: EU ERA IGNORANTE. NÃO sabia que poderia procurar um cão adulto pra adotar pq ele não mais cresceria etc.
    Porque uma pessoa que não enfrente estas questões não para um dia em frente ao espelho do nada e se pergunta “como será a vida dos animais de criadores?” etc.

    Confesso que não sou uma apaixonada pela raça e nem por raças em geral, inclusive… Sempre fui fã de vira-latas e por menos que eu os tenha em minha vida hoje, meu coração é deles e fim de papo.

    Pra mim Sushi e Shoyo nunca foram yorkshires, foram filhos pequenos com características definidas, sabe? Só são da raça que são pelos motivos que citei acima e escolhi pelas características MESMO pq eu nunca nem tinha desejado ter um yorkshire, não via graça, não achava nem bonito aquela coisa cabeluda, haha. Ao mesmo tempo, não podia ver um cachorro na rua que parava pra conversar, saía atrás de água, de comida e achava TODOS LINDOS.

    Inclusive nem gosto dessa coisa de toda hora ver um cachorro que é a cara deles, coisa mais sem graça, hehe.

    Antes de comprá-los veio uma luz na minha cabeça e dei uma fuçada na internet, mas só achei informações sobre padrão da raça, não sobre COMO comprar. Então eu sabia que eram cães que foram criados pra caçar ratos, que tinham pelagem assim e assado e que tinham de 6 a 8kg quando foram criados. Felizmente meus dois não eram ratinhos, eram cachorrinhos, hehe. Sushi tinha sempre mais de 5kg e o Shoyo gira em torno dos 4kg.

    Se hoje eu teria mais yorkshires? Sinceramente, não. Tanto que depois que o Sushi morreu acho que não passa mês que alguém não queira me doar/dar um yorkie e nunca quis. Filho de porte pequeno agora, só vira-lata. E vira-lata mesmo, daquele que vou passar um dia e catar na rua, sabe?

    Agora, acho muito radicalismo dizermos que raças não deveriam existir blábláblá e toda vez que alguém vem com esse papo pra mim, não consigo deixar de lembrar dos animais de trabalho que ajudam pessoas com deficiências e que, infelizmente, precisam ser planejados já desde antes do nascimento, sabe? Dá uma olhada neste link http://revistavidanatural.uol.com.br/saude-alimentos/39/artigo178680-1.asp
    Uma vez eu estava postando sobre cães-guia e conheci uma ONG norte-americana que doa golden retriviers treinados para ajudar pessoas com deficiências, são animais que precisam ter um estudo selecionado para nascer, já começam a ser educados com dias de vida e depois desempenham a nobre função de ajudar pessoas por toda vida. E lá aprendi que simplesmente não é possível fazer um trabalho desse tipo com qualquer cão, que há muita grana e dinheiro envolvidos até eles ficarem bons o suficiente pra serem doados pra uma família onde abrirão portas, telefonarão pra polícia, lamberão seus tutores os lembrando de tomar medicamentos etc. E mesmo nestes filhotes MEGA selecionados, alguns ainda são rejeitados do treinamento na juventude porque demonstraram comportamentos que não podem acontecer em um cão de trabalho. Então são doados e nisso muito tempo e dinheiro foi investido e uma pessoa que precisava muito precisará esperar mais ainda pelo seu amigo de patas que tanta diferença fará em sua vida.

    Engraçado que hoje de manhã eu estava pensando nisso, sabe? E se TODOS os criadores parassem com suas atividades e TODOS os cães/gatos fossem castrados?

    Mas se tem uma coisa que aprendi nestes 3 anos de blog é que SÓ SEI QUE NADA SEI, hehehe. Toda hora vejo que aprendo mais e mais, então o que faço é levar às pessoas informações para que pratiquem a guarda responsável, para que adotem e para que, se REALMENTE quiserem/precisarem MESMO comprar, que o façam com muito critério.

    Agora, se tem uma coisa que me irrita é ver gente gritando “Adote, adote” e depois doando com menos critério do que alguns criadores vendem. Porque por mais que xinguem e reclamem, há alguns criadores que selecionam DEMAIS seus compradores, sim, e isso no mundo todo. São 1%? São! Mas é o bastante pra não se generalizar, até porque se for pra generalizar, minha amiga, o que eu conheço de ONG e protetor(a) DANDO bicho de qualquer jeito já seria suficiente pra taxá-los disso e daquilo também…
    São casos mais escabrosos do que os de petshops/criadores, porque são ONGs e protetores que falam sobre guarda responsável e o escambau e na hora ‘H’, cadê a prática? Doam sem castrar, doam animnais doentes, LEVAM FILHOTES/ADULTOS DOENTES PRA FEIRAS DE ADOÇÃO (coisa típica de feira de VENDA!), somem da vida do adotante, não fazem nenhum tipo de acompanhamento e muitos ainda mantém abrigos e casas ENTUPIDOS de animais, sem dar a eles o básico que pregam tanto. SÃO TANTOS exemplos que dava pra fazer uma Bíblia! E são coisas que VEJO, não é de ouvir falar, é de presenciar mesmo!

    NA BOA, NA BOA, QUEM FAZ MERDA É O BICHO HOMEM, ESTEJA DOANDO, VENDENDO, COMPRANDO ou até ADOTANDO (pq as pessoas adotam também no impulso, também sem se informar etc.) e acho uma hipocrisia ver esse povo berrando e esperneando contra criadores quando fazem PIOR. Deviam era gastar essa energia toda pra batalhar por leis como citou a Izolina, mas estão ocupados demais falando dos outros pra conseguir fazer alguma coisa. A lei do microchip aqui de Floripa é um exemplo. Foi entregue pela autora na Câmara e ficou lá passeando pra cima e pra baixo. Um dia liguei pra ela pra saber quando poderia chipar o Shoyo pela Prefeitura e ela contou que o projeto de lei estava lá parado. PORRA, TODO MUNDO SABIA DESSE PROJETO DE LEI, todas as ONGs, todos os protetores que vivem inclusive se matando entre si, e não teve um Cristo pra perguntar “Cadê a aprovação? Vai virar lei quando?”. Em DIAS marquei audiência com o presidente ca Câmara dos Vereadores, ele explicou o que era preciso pra eles votarem com urgência (um SIMPLES OFÍCIO com meia dúzia de assinaturas, que não precisavam nem ser de ONGs, bastavam pessoas comuns assinando e solicitando a urgência) e em menos de um mês, LEI APROVADA.

    ENTÃO, minha amiga querida, cada vez mais vejo a importância da EDUCAÇÃO. Temos é que mostrar às pessoas que animais não são objetos (porque quem adota também abandona, também bate, também tira cria se não estiver castrado ainda!), que é melhor elas NÃO TEREM um animal em suas vidas se não forem cuidar deles como precisam/merecem e é vital ensiná-las a reconhecer não só um bom criador, mas um bom doador também.
    Ou quem simplesmente repassa os cachorros/gatos que cata na rua acha que eles vão parar onde com o doação LIXO que praticam? FALA SÉRIO. Estou SATURADA DE GENTE que abre a boca pra falar besteira sem pensar no que está dizendo, que adora atirar pedra, acusar, julgar e que tem o telhado mais de vidro impossível.

    Beijo!

    • Bianca 27/07/2010 às 5:43 pm #

      Ana, tenho pensado tanto nisso … sabe , mesmo que não existissem mais criadores , ou cães procriando, será que teríamos número suficientemente de bons seres humanos para adotar todos os que estão sem lar?
      De cada 10 pessoas que me procuram para adotar um cão, eu diria que confio em 1 para ser um bom guardião. As outras não me passam segurança ( e claro, não adotam, pelo menos comigo). Mais do que discutir se devemos comprar ou adotar , acho que devíamos pensar em como fazer os humanos entenderem o que é cuidar de um animal e ser um bom guardião.

  5. Ana Corina 27/07/2010 às 6:08 pm #

    Sim, educação é tudo. As pessoas precisam ver o animal como vida e como RESPONSABILIDADE VITALÍCIA. Essa coisa de dizer “Comprando vão cuidar melhor” a gente sabe que não é verdade, mas infelizmente o mesmo se aplica pra adoção. É como falei, o problema é o bicho homem. Compre ou adote.

    Não teria coragem de deixar um bicho se reproduzir e botar mais peludo no mundo (NÃO TENHO CORAGEM NEM DE ME REPRODUZIR!), mas isso eu já faço castrando cadelas de rua ou de pessoas carentes que estejam prenhes, o que me faz alvo novamente de muitas críticas.
    Qual a diferença de um cão nascido pra venda e um cão nascido pra doação? Daí nessa hora botam Jesus no meio, abortar é crime, é pecado e o canárioaquatro, mas quem vai se fu.! depois é o coitado do bichinho. E vai se fu.! depois de… REPRODUZIR! E vai tirar a chance de um já nascido ganhar um lar e ser adotado da mesma maneira que um cão/gato vendido. Fora que vai consumir do protetor uma penca de tempo/espaço/dinheiro que ele poderia estar usando para… CASTRAR, CASTRAR E CASTRAR e melhor cuidar dos que já mantém.

    Então acho que a discussão é até anterior a comprar/adotar, sabe? E proibição de venda em petshop/feira/jornal/anúncios de internet tem que ter e forte, fiscalizada, punida.

    Quer criar e vender? Vai ter canil registrado e mega fiscalizado. Porque quem cria de verdade não o faz pra ter lucro ou para se sustentar e sim porque ama a raça em questão, discussões ideológicas de raças devendo existir ou não à parte, até porque este é assunto que nem resolvi internamente porque sempre me vêm à mente justamente os cães que tanto auxiliam pessoas que precisam demais e que só o fazem por terem características definidas, sendo verdadeiros anjos e salvando vidas (vc viu o caso da menina com diabetes que a cadela lambe pra avisar que a glicose caiu, né? fiz coluna de jornal sobre este caso, tá lá no blog).

    Beijo!

  6. Ruthe Azerêdo 27/07/2010 às 8:07 pm #

    Olá Bianca! Muito obrigada por ter conhecido o Diário do Hyuk! Fiquei muito feliz com sua visita e principalmente por ler um artigo tão bom, esse que você postou hoje.
    Vou contar um pouquinho da história de como o Hyuk se tornou meu filho, pois também fui enganada por um “criador”.

    Desde pequena sempre fui apaixonada por animais, dessas loucas mesmo, que toca no animal mais sarnento que tem na rua por achar que “eles merecem ao menos uma dose de carinho diante de tanto sofrimento”. Sempre ajudo como posso, dou água, comida e tento arranjar lares para quase todos que vejo. Mas minha mãe sempre foi muito apegada a bichos e quando a sua cadelinha morreu na adolescência dela, ela resolveu não ter mais nenhum bicho, pois se apegava demais e depois eles morriam e ela sofria muito.
    Eu sofri durante muitos anos, pois era louca para ter um animalzinho de estimação. Meus animais favoritos sempre foram cachorros e cavalos, cheguei a fazer equitação por muito tempo e adorava, era mega gentil com eles, dava banho, soltava no pasto, escovava e todo tipo de cuidado que um animal desse requer. Quando a grana apertou precisei parar com as aulas então minha vida ficou vazia, entrei em depressão, pois aquilo era uma paz sem explicação para mim. Desde bem miúda, pedia a minha mãe que me desse um cachorrinho, mas ela endurecia seu coração e me negava. Até que aos meus 15 anos cheguei ao auge da minha depressão e já não estava aguentando mais. Consegui conversar com minha mãe e ela aceitou depois de muito reclamar, depois de anos tentando. Mas ela me impôs apenas uma condição: “porte pequeno”.
    Comecei a buscar em tudo quanto foi site que eu julgava confiável, mas eu era muito bobinha, ingênua. Por fim busquei no site OLX e achei um anúncio, que até hoje se encontra no ar. http://cidaderiodejaneiro.olx.com.br/yorkshrire-machos-fofinhos-iid-88605517
    Foi nesse site que os meus olhos brilharam, pois era o mais barato que já havia achado e era o meu namorado que pagaria, mas nós não tínhamos nem condição de comprá-lo. No dia seguinte apertamos aqui e ali e conseguimos o dinheiro para tal compra, ligamos para a mulher. Ela ficava em Itaipuaçu, eu moro em Maricá, portanto 1h de viagem. Minha mãe até hoje pensa que o cãozinho foi de graça, mal ela sabe que foram R$300,00 na compra desse meu amor. Marcamos de ir pegá-lo no final de semana e fomos. Chegando lá encontramos uma senhora simpática nos recebendo com 4 Yorkshires. Um macho adulto, a mãe do filhote, a irmã de outra ninhada e o que seria o meu filhote. Ela me explicou que o meu atual Hyuk seria filho da fêmea adulta chamada de Bia. A Bia era linda e saudável, muito meiga e carinhosa, um doce. Perguntei quem era o pai já que o Kin (macho) era castrado. Ela disse que era filho do cão de uma amiga dela e desconversou. Não me liguei na hora, paguei o dinheiro, peguei os dados dele sobre vermífugo, ração e etc e fui embora. Um mês depois reparei que o cão não parava de crescer e com 4 meses estava com 4,200 kg o que estranhei por não ser o peso normal de um Yorkshire.
    Mas tudo bem, ignorei isso, pois tinha lido a respeito do peso normal de um Yorkie antigamente e estava dentro do padrão antiga e fiquei tranquila. Mas reparei que o pelo da cocha não crescia como o resto do pelo do corpinho dele, estava mais curtinho e aramado. Foi aí que pensei: ele não é Yorkie!
    Hoje, levei ele a sua segunda consulta no Veterinário e arrisquei perguntar o que eu já desconfiava há muito tempo, recebi a resposta que eu tanto receava receber.
    O Hyuk não é um Yorkie puro, é uma mistura de Yorkie e provalvemente Schnauzer.

    Não vou em hipótese alguma largar ele ou deixar de amá-lo por ele não ser puro, ele me trouxe a alegria de viver. Mas estou muito chateada com o fato de ter pagado por algo que eu não recebi.

    Fiquem alertos pessoal!
    Beijinhos e lambidas.

  7. Ana Corina 28/07/2010 às 9:46 am #

    Gente,
    o fato de eu dizer que há maus doadores JAMAIS será um ataque à adoção de animais de animais enquanto escolha.

    Existem maus doadores? SIM. Mas a adoção SEMPRE será TUDO de bom, só precisamos ensinar as pessoas a adotar de maneira responsável! 😉

    A venda mal feita tem consequências muito mais trágicas principalmente por envolver “raça”. Ninhada de vira-lata ninguém quer, já ninhada de animais de raça… Ainda ontem estava conversando com uma adestradora de outra cidade pelo msn e ela contou que o número de clientes que compram filhotes já pensando em procriar pra “tirar o prejuízo” é assustador.

    Beijo.

    • Ruthe Azerêdo 28/07/2010 às 7:54 pm #

      Olá novamente! Vim aqui agradecer novamente a visita lá no blog.

      Bianca, eu considerei sim. Na verdade, eu não queria um cão de raça, nada contra, mas sempre preferi vira-latas. Mas meus pais não entendem isso então meio que me obrigaram a arranjar um cachorro de raça. E como é muito difícil ter a certeza de se um SDR vai ser de porte pequeno ou não, eu acabei optando por comprar um.
      Mas como eu já li aqui dito por outra pessoa ” MEU CORAÇÃO SEMPRE VAI SER DELES! “.

  8. Christiane Figueiredo 28/07/2010 às 10:13 pm #

    Oi Bianca!
    Sou proprietária do Canil Sweet Angels e uma A-P-A-I-X-O-N-A-D-A pelos Yorkies!
    Conheci o seu Blog através de uma amiga minha, Camilli (que dispensa elogios e comentários …).
    Infelizmente você está retratando uma cruel realidade …. Quanto mais popular é a raça, mais “cachorreiros” de fundo de quintal e consequentemente mais cães com problemas de saúde e comportamento irão aparecer!
    Antes de “decidir” que irá se tornar um criador, a pessoa tem que conhecer e estudar muito a raça escolhida!
    É de extrema importância que o CRIADOR tenha responsabilidade com os filhotes que nascerão no canil e com todo o processo de “escolha” do novo dono e lar.
    No SWEET ANGELS os cães são tratados com muito amor e carinho! Antes de vender um filhote, faço uma entrevista com o futuro dono para saber se ele realmente está preparado para ter um “pequeno” em sua casa. Se está ciente que terá gastos, muito trabalho e responsabilidades com o mascote…
    Tenho um site … gostaria que você desse uma olhada para conhecer o meu trabalho (www.canilsweetangels.com). Fica também um convite para fazer uma visita no meu Canil, ok?!
    Um abraço,
    Christiane Figueiredo

  9. Ze Magrelo 31/07/2010 às 11:29 am #

    Oi Bianca, que post polêmico, confesso que não consegui ler todos os coments..rs

    Olha, vou te falar o que eu acho e sinto.

    Antes de mais nada a Mel é linda, e conhecendo a história dela está explicado porque você a comprou e na época não optou por uma adoção. Eu acredito que muitos cães merecem ou melhor requerem donos especiais, isso não ocorre apenas com os virinhas para adoção.. acontece também com cães vendidos em canis (idôneos ou não). Como já foi dito antes, o fim muitas vezes justifica os meios..

    É o caso da Mel, o destino dela era ao seu lado, ela estava a venda e não para doação.. por isso foi comprada.

    Eu amo os virinhas, antes do Zé (whippet) nunca tive um cãozinho de raça, nunca havia comprado um cão.. mas comprei o Zé devido ao amor e toda ‘compatibidade’ que tenho com a raça.

    Eu não sou radical em nada, todos os cães merecem nosso afeto, inclusive os de raça. O que não podemos jamais é desprezar os de raça ‘indefinida’.

    Eu tenho a certeza de que se puder ainda terei vários galgos e virinhas por serem os meus preferidos. Mas também não desprezarei nenhum outro, seja da raça que for, que por algum motivo aparecer na minha porta. Se ele tiver que fazer parte da minha vida, assim será!

    Beijos pra vc!

    • Bianca 31/07/2010 às 5:11 pm #

      Oi Débora !
      Você conseguiu resumir tão bem todo o meu sentimento em relação a essa questão… Hoje eu tenho certeza que a Mel tinha que fazer parte da minha família, por tudo que passamos juntas… assim como as outras vira latas também . Aqui são 5 cães no total, fora uns que ficam temporariamente até arrumar lar. Tem cão de raça que foi comprado , tem viralata adotado de abrigo, da rua, e tem cão de raça que foi tirado da rua também. Faz diferença? São todos amados como filhos, e assim será até o fim da vida. Beijocas adorei ver vc por aqui!

      • ligia 13/02/2012 às 8:31 pm #

        ISSO AI MINHA LINDA…MINHA HISTÓRIA É IGUALZINHA A SUA…COMPREI A BELINHA CHEIA DE DOENÇAS EM UMA FEIRA..PRATICAMENTE NÃO A VI CRESCER , NÃO TIVE TEMPO O MEU TEMPO ERA ENTRAR E SAIR DO VETERINÁRIO COM OS PROBLEMAS DELA E SÓ FUI REPARAR NO TAMANHO DELA QUANDO TINHA 3 MESES..TAMBÉM NÃO SABIA “NUNCA COMPRE EM FEIRAS , MAIS O NEGOCIO É QUE A GENTE QUER O BICHINHO…TENHO 2 VIRINHA TBM MAIS HOJE TAMBÉM SEI QUE A GENTE QUANDO QUISER COMPRAR UM TEM QUE SABER A PROSCEDENCIA , NÃO SOU DEMAGOGA DE DIZER NÃO COMPRE SE TAMBÉM COMPREI..A MINHA TEM 8 ANOS E EU NUNCA CRUZEI ,NÃO ERA MINHA INTENÇÃO FAZER COMÉRCIO , MAIS RESPEITO QUEM QUER UM..MAIS ADOREI SEU ESFORÇO E SEU TRABALHO..UM LAMBEIJO….

      • Bianca 14/02/2012 às 12:46 pm #

        Oi Ligia!
        Acho que nao se trata de demagogia, vc comprou em feira pois nao tinha conhecimento. Hoje tem e pode ajudar a informar as pessoas para que nao caiam na mesma roubada. É o que eu acho! Beijos!

  10. Elisa 08/12/2010 às 2:07 pm #

    Depois de 5 anos de “luto oficial” pela memória de Lucky ( nosso amado poodle toy), meu marido finalmente, concordou que eu comprasse outro cão. Rapidamente, encontrei uma criadora de 25 anos de tradição com 4 yorks “micrinhos”… e fui… sem saber muito sobre a cautela que deveríamos tomar contra criadores não muito honestos.
    No local ela me mostrou o suposto pai e a tia… vai saber… a mãe estava no síto, pois se ficasse juntos não conseguiria desmamar os filhote. Achei razoável… Enfim nem dei bola, pois imaginava que até poderiam ser filhotes tercerizados.
    Lá me apaixonei por uma menina muito… mas muito tremula… até babava de medo. Antes que meu marido se arrependesse comprei, com 50 dias, sem nenhuma vacina.
    Logo, descobri que tinha otite,que foi tratada. Levo ao vet a cada 15 dias para vacinação, mas desde que comprei ninguem descobre a causa da coceira. Não tem nenhuma alteração na pele, mas coça e o pelo caiu muito ( ela tem 4 meses). Outro vet. quer exame de fezes, para ver verminose, apesar de ter sido vermifugada com Endogard.
    Animal de canil é assim, vem cheio de problemas, e se não bastasse, micrinha só se for a índole de quem me vendeu. Deveria ficar entre 1,400 a 1,800 kg, mas aos 4 meses ela já pesa 1,750kg. Ou seja ela é uma yorkie normal.
    Uma pena ter confiado em picareta!
    Alguém sabe o que pode ter provocado a diminuição de pelos e esta coceira, sem explicação ( vou dar banho de sabonete de enxofre e depois usar revolution). Me ajude!

    • Bianca 08/12/2010 às 2:53 pm #

      Oi Elisa ! Obrigada por dividir sua história com a gente. Realmente, existem muitos criadores desonestos por aí e cabe a nós aprendermos os sinais e procedimentos que indicam se é possível ou não confiar neles. `Por isso que acredito: informação é tudo!
      Sobre os yorkies micro , recomendo que leia este post: https://pequenograndecao.wordpress.com/?s=micro

      sobre a coceira, o ideal mesmo é um veterinário que a examine, para que ela possa fazer o diagnóstico apropriado. Se o primeiro veterinario não te deu segurança, procure outro !
      beijos e boa sorte !

  11. Brenda 25/03/2012 às 11:16 pm #

    Olá. Estou acompanhando seu blog e estou aprendendo algumas coisas que não sabia… Minha York tem 1 mês, mas sempre estou indo visita-la no canil. A dona do canil é muito cuidadosa e mostra ter amor e respeito com os animais, o canil é lindo tem vários cachorrinhos fofos e bem cuidados. Ela me ensina bastante sobre os cuidados com a Lolla (minha bebê york) vejo que fiz uma boa escolha, já fez o pedigree e me dá vários toques. Agora estou esperando ela completar 2 meses para eu traze-la para casa, sinto saudade a cada vez que saio de lá (do canil) não vejo a hora de te-la em minha casa. Favoritei seu site, pois é maravilhoso dividir dúvidas e idéias para nosso cãozinho. Pois é sempre bom ver como existe pessoas que são apaixonadas por animais assim como eu. Beijocas.

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